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Projetos da Aquicultura

A aquicultura mundial vem crescendo aceleradamente, saltando da significância de 3.9% em 1970 para 32.4% em 2004 (FAO, 2006), representando cerca de um milhão de toneladas (t) e 59.4 milhões de toneladas (t), respectivamente. Comparativamente, o setor vem apresentando taxa de crescimento de 8,8% há várias décadas, relacionada com 1,2% da pesca e com a criação pecuária de 2,8% (FAO, 2008).


No Brasil, em relação com a produção total de pescado, os produtos oriundos da aquicultura participam com 25,6%, ou 257.780 t (2005) e 271.695 t (2006), do total, vindo a maior parte deste volume da aqüicultura continental (Revista Intertox, 2009).


No Estado do Pará os valores de produção da pesca extrativa industrial (21,1%) e artesanal (77,3%) sobrepõem os 1,6% da produção aquícola (Ibama (2008). Isto mostra que apesar do empenho do governo em aumentar essa produtividade, ainda há muito o que se buscar para que a atividade aquícola alcance índices seguros de produção e que o objetivo de fornecer proteína animal de elevado teor nutricional,principalmente às populações carentes, seja alcançado de maneira eficiente, menos oneroso e em curto prazo.


A SEPAq na busca pelo aumento da oferta e pelo desenvolvimento da Aquicultura no Estado, promove linhas de atendimento ao criador individual e em formas associativas, às prefeituras municipais além de instituições parceiras como a EMATER/PA, SEBRAE, etc.. com informações e ações técnicas de mão de obra qualificada.


Dentre os projetos executados pela SEPAq destaca-se o PROJETO IPIRÁ, objeto de convênio firmado com a ELETROBRÁS/ELETRONORTE o qual vem sendo desenvolvido no lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí visando a Produção Sustentável de Peixes em Tanques-Rede no Parque Aquícola de Breu Branco III. Este projeto está em fase de implantação e tem por objetivo melhorar a qualidade de vida de famílias de pescadores atingidas pelas obras da UHE-Tucuruí.


A participação da SEPAq durante a Semana Santa com a oferta de pescado vivo da aqüicultura regional é muito importante, haja vista o deslocamento de mão de obra aos diversos pontos de venda dos produtos e a coordenação das ações no processo. A SEPAq está ampliando suas ações, principalmente no que diz respeito à informação. Atualmente, está facilitando a publicação de cartilhas explicativas sobre o cultivo de peixes e tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa), e sobre a logística de transporte do Caranguejo Uçá (Ucides cordatus) assim como de técnicas já testadas experimentalmente para facilitação do manejo nas espécies trabalhadas.


A SEPAq tem sob sua responsabilidade o gerenciamento das Estações de Aquicultura de Água Marinha e de Água Doce localizados estrategicamente nas microrregiões do Salgado (Curuçá/Curuperé)), Nordeste Paraense (Terra Alta) e Baixo Amazonas (Santarém/Santa Rosa), respectivamente.


A Estação de Aquicultura de Terra Alta tem como estrutura física viveiros de terra e tanques de alvenaria utilizados para estocar reprodutores e alevinos. Além do trabalho de produção de alevinos a estação recepciona diversas instituições como UFPA, UFRA, IFPA e Escola da Pesca para fornecer estagio na área de reprodução induzida e acompanhar as demais atividades da estação.


Nas estações é feita a reprodução por hipofisação de espécies nativas (tambaqui e curimatã), assim como a reprodução de espécies indicadas para a Piscicultura e distribuídas e comercializadas. A SEPAq também opera na doação de alevinos tanto para criadores como para instituições de pesquisa, fomento e extensão, destacando os municípios de Cametá, Castanhal, Terra Alta, Bujarú, Vigia, Bonito, Capitão Poço, Ourém, Santa Barbara, Curralinho, Marajó, Santa Izabel e Benevides.


A SEPAq desenvolve projetos em parceria com o SEBRAE com destaque para o Pirarucu (Arapaima gigas), nas finalidades de engorda, nas regiões nordeste e sul do Pará abrangendo os municípios de Marabá, Conceição do Araguaia, Tucumã e Tucuruí.


O Laboratório da Estação de Aquicultura de Santa Rosa no município de Santarém, atua na seleção de matrizes e reprodutores. Outra atividade dessa estação é um tipo de criação com aproveitamento dos igarapés para engorda da espécie matrinchã (Brycon cephalus). Outro projeto assistido tecnicamente pela SEPAq é o relativo à produção de ostras, cuja espécie encontrada no Pará é a Crassostrea rhizophorae, com ocorrência nos municípios de Maracanã, Augusto Corrêa, Salinópolis, Curuçá e São Caetano de Odivelas.


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